Clientcopia

Nov 30
2006

O Clientcopia é um site que reúne pérolas de clientes que pedem soluções absurdas ou que não sabem usar direito um produto e se acham na autoridade de reclamar no suporte telefônico.

A história mais interessante (e nonsense) que eu já li no Clientcopia foi essa:

Clients: 2 in-house reps for Gov agency (NIJ). Looking over my shoulder reviewing design on screen. Client 1 sits slightly behind Client 2. Client 1: “We’re almost there, but can you make the logo a little bigger, it looks a little lost” Me: Sure, no problem. That’s an easy fix. Client 2: “Yeah I agree. Except, if you make it bigger, it might be too overpowering. Can you make it smaller?” Me: Sure. Larger, smaller either is an easy fix. Which do you prefer?” Client 1: “Definitely larger” Client 2: “Yeah, I agree. But make it smaller too” Me: “So . . . you want me to make the logo larger AND smaller? Client 2: (with a straight face and slightly irritated look) Yeah, you got it. Which word don’t you understand, larger or smaller? Should I get you a dictionary?” Client 1: (Sitting slightly behind Client 2 — Offers shoulder shrug, look of sympathy, points to Client 2 with swirling finger next to her own temple making the universal “She’s nuts” motion) “She has a real eye for design. I usually just do it her way, she knows what she’s talking about.” (More, she’s nuts motion behind Client 2’s back). Me: “OK, you’re the driver.” (I made the logo a little larger) Client 2: (with exaggerated slowness and condescending tone) “That’s it. Now make it smaller . . .” Me: “Like this?” (I made the logo smaller, returning it to it’s original size and position). Client 2: “Perfect. See, that wasn’t so difficult now was it?” Me: (Looking at the logo at the exact same size it started out) Yeah, that’s much better. Client 1: (looks down at lap and shakes her head slightly suppressing laughter) “See, I told ya. Pure genius”

Minha tradução:

Clientes: 2 representantes de uma agência governamental (NIJ). Olhando por sobre meu ombro, analisando o design na tela. Cliente 1 está sentando um pouco mais atrás da Cliente 2.

Cliente 1: “Estamos quase lá, mas você poderia fazer o logo um pouco maior, parece um pouco perdido.”
Eu: “Claro, sem problemas. É um reparo rápido!”
Cliente 2: “Sim, eu concordo. Se bem que, se você fizer o logo maior, ele vai ficar muito forte e muito marcante. Você pode fazê-lo ficar menor?”
Eu: “Claro. Maior, menor, qualquer um dos dois é fácil de fazer. Qual vocês preferem?”
Cliente 1: “Definitivamente maior!”
Cliente 2: “Sim, eu concordo. Mas faça-o menor também.”
Eu: “Então… você quer que eu faça o logo maior E menor?”
Cliente 2 (com o rosto fechado e expressão levemente irritada): Sim, é isso. Que palavra você não entendeu, menor ou maior? Quer que eu traga um dicionário?”
Cliente 1 (sentado um pouco atrás da Cliente 2, dá de ombros, com um olhar de simpatia, aponta para a Cliente 2 com o dedo próximo à têmpora, fazendo o movimento universal de “ela está doida”): “Ela tem um olho bom para o design. Eu geralmente faço do jeito dela, ela sabe do que está falando.” (e segue fazendo o movimento com o dedo nas costas da Cliente 2)
Eu: “Ok, você quem manda.” (eu faço o logo um pouco maior)
Cliente 2 (com um tom exageradamente lento e condescente): “É isso. Agora faça-o menor…”
Eu: “Assim?” (Eu fiz o logo menor, retornando-o ao tamanho e posição original)
Cliente 2: “Perfeito. Viu, não foi tão difícil, foi?”
Eu (olhando para o logo do mesmo tamanho e na mesma posição que o design original): “É, agora está muito melhor!”
Cliente 1 (balança a cabeça e se esforça para suprimir uma risada): “Viu, eu falei. Ela é um gênio!”

Tabela de Preços

Nov 30
2006

Quando eu comecei na profissão (sou formada em Publicidade e Propaganda) eu tinha uma dificuldade enorme em decidir o quanto cobrar. Procurei por tabelas de sugestões de preço de marca, manual de identidade visual, cartão de visita, etc. Só achava tabelas com preços absurdos para a minha realidade de recém formada. Tipo, R$ 15.000,00 por uma marca. Não que uma empresa não possa cobrar esse valor pelo seu trabalho, mas eu que estava começando não conseguiria trabalhar com essa margem de preço.

Hoje eu achei a tabela da Associação dos Designer Gráficos do DF (ADEGRAF) com preços compatíveis com a realidade de mercado de muitos profissionais e agências.

tabela_adegraf.gif

Vale a pena dar uma conferida: Tabela ADEGRAF.

Bancos de Imagem na Web

Nov 28
2006

Eu sempre procuro por imagens que tenham licença Creative Commons na web. Uso principalmente os sites:

www.sxc.hu
www.flickr.com/search/advanced (marcando as caixinhas lá em baixo: Only search within Creative Commons-licensed photos, Find content to use commercially e Find content to modify, adapt, or build upon.

Mas conheço muita gente que usa indiscriminadamente as fotos de bancos de imagens pagos. Estas fotos não devem ser usadas sem antes entrar em contato com o fornecedor, pois muitas delas custam fortunas dependendo do uso que se vai dar e podem gerar multas altíssimas se alguém denunciar.

O argumento de alguns é “eu só uso as Royalty-Free“. Mas Royalty-Free não significa free… E então, o que significa? Significa que você paga um preço único pelo uso da foto para qualquer aplicação. Geralmente a foto vem em um CD com várias outras e você paga o preço do catálogo. Mas não pode sair distribuindo essa foto com os amigos ou pela Internet.

Segue o material encontrado em um site, que explica bem o que é e o que podemos fazer com cada uma das classificações de sites de banco de imagens:

O que são Imagens Royalty-Free?
Imagens Royalty-Free são imagens que podem ser utilizadas muitas vezes, para quase todo tipo de uso (consulte cada acordo de licenciamento do fabricante para especificações exatas). O preço das imagens Royalty-Free é baseado apenas no tamanho (não no uso) e não há nunca taxas adicionais para usar a imagem. As imagens Royalty-Free podem muitas vezes ser compradas com outras imagens Royalty-Free em discos por um valor adicional.

O que são Imagens com Direitos Controlados (Rights Managed)?
Imagens com Direitos Controlados são imagens que devem ser licenciadas para um uso específico. A taxa para estas imagens é calculada baseando-se em vários fatores incluindo tamanho, localização, duração e localização geográfica. Imagens com direitos controlados são licenciadas para um uso específico e não podem ser utilizadas para outros propósitos além do que o que estiver especificado quando do licenciamento da imagem. Se tiver procurando por uma imagem única, veja em Imagens com Direitos Controlados. Elas fornecem muitas vezes mais imagens distintas que as Royalty-Free.

O que é um “model release”?
Um “model release” é uma autorização assinada pelas pessoas que aparecem nas imagens. Nessa autorização as pessoas fotografadas permitem o uso comercial de suas imagens em anúncios, publicações, promoções, etc.

O que é um “property release”?
Um “property release” é uma autorização assinada pelos donos das propriedades que aparecem nas imagens. Nessa autorização os donos permitem o uso comercial das imagens de suas propriedades em anúncios, publicações, promoções, etc.

Fonte: http://www.fotosearch.com.br/faq_PT.asp#rf

Alô…

Nov 22
2006

Alô…
Designers Associados Silva. Bom dia!
- O Silva, por favor…
- Quem gostaria?
- Seu Manel…
- Um momento…
- Pois não.
- Sr. Silva? Aqui é o Seu Manel da padaria. Tudo bem?
- Tudo bem. Em que posso ajudá-lo?
- Sabe o que é, to ampliando meu negócio e gostaria de mudar a marca da minha padaria. Quanto custa?
- Bem, como assim…
- Queria saber quanto sai para fazer uma marca pro meu negócio…
- Seu Manel, os custos podem variar de acordo com uma série de fatores: tamanho, faturamento, classificação do negócio, exposições da marca, possíveis aplicações etc…
- Tudo bem, mas quanto custa?
- Como te falei, o ideal seria marcar uma reunião. O senhor me apresenta as “questões” da marca e “desenhamos” um “briefing”.
- Ih! Com esse tal de briefing é mais caro?
- Não meu senhor, trata-se apenas de uma coleta de dados para que eu saiba como conduzir melhor o trabalho.
- Mas é muito simples: Padaria do Seu Manel… E acabou…
- Tudo bem, mas é necessário que uma pesquisa de mercado seja efetuada. Preciso conhecer seu negócio.
- O senhor nunca foi a uma padaria?
- Claro que fui… Obviamente!
- Então é isso! É tudo igual: pão, leite, bolo, frango assado… Essas coisas de sempre.
- Ok. Mas insisto que nos encontremos para levantar algumas questões e fechar o negócio…
- Seu Silva, não me leve a mal, mas acho que o senhor não entendeu. Eu to te ligando para saber quanto custa…
- Bom, então o senhor quer mais objetividade?
- Isso mesmo!
- Segundo a Tabela do Sindicato dos Designers da Região Central da Planície de Montes Verdes uma marca – incluindo layout, arte-final e manual da marca custa, exatamente, três mil novecentos e sessenta e oito reais e setenta e três centavos…
- O que… Tá maluco?!!!
- Como assim…
- Tá achando que eu sou português?
- Não senhor… Quero dizer, sim Seu Manel. Esse é o preço praticado pelo mercado.
- Mas o meu negócio é padaria… Você sabe quanto custa um pãozinho? Teria que vender muitos pães pra pagar essa marca… Tá muito alto!
- Mas foi exatamente por isso que eu queria marcar uma reunião com o senhor…
- Com a reunião o preço abaixa?
- Vamos conversar…
- Então tá… Que horas?
- Que tal às 10:30h nesta quarta?
- 10:30h? Muito tarde!
- Mas é meu primeiro horário de trabalho.
- Tá brincando! Eu acordo todo dia as 4:30h da manhã para trabalhar, dia após dia, incluindo sábado e domingo, e o senhor, que chega ao trabalho às 10:30h quer me cobrar três mil novecentos e sessenta e oito reais e setenta e três centavos por uma marca?!!!
- Tudo bem, então podemos marcar pro fim do dia: 21:00h tá OK?
- Que isso… Há essa hora eu já to indo pra cama. Eu não posso acordar tarde como você não… Tenho que trabalhar!
- Então é o seguinte Seu Manel: nada de reunião, entrevistas, briefing… Na segunda que vem te apresento uns layouts e tudo bem…
- Mas… Quanto custa?
- Tudo bem, tudo bem… Seu negócio é pequeno. Vou tirar o manual da marca e fazer um grande desconto para viabilizar o negócio: R$ 1.173,47
- R$ 1.000,00 pra arredondar?…
- Tudo bem… Tudo bem…
- Segunda que vem?
- Sim senhor, na próxima segunda um rapaz irá deixar os layouts para sua aprovação.
- Fechado…
- Fechado!
- O senhor poderia me passar o endereço para a entrega?
- Só um momento, vou transferir para minha secretária…

ESPERA NO TELEFONE: “… com 73 lojas espalhadas pelo estado, e mais sete no exterior, a Padaria do Seu Manel é a única que possui uma ampla estrutura de entregas e serviços. Para sua comodidade acesse: www.padariadoseumanel.com e faça suas compras sem sair de casa. Na Padaria do Seu Manel você encontra mais de 15.000 diferentes produtos! Nesse mês não perca nossa promoção: a cada R$ 20,00 em compras você ganha uma cartela para concorrer a 30 casas, isso mesmo, são 30 casas no valor de R$ 60.000,00 cada uma! É uma casa por dia! O resultado da promoção Casa Própria do Seu Manel será divulgado nos intervalos do Jornal Nacional. Participe!” “Padaria do Seu Manel, onde quem ganha é você!”

Aggregate

Nov 17
2006

Vivemos uma época que permite liberdade ao empreendedor.

Ao mesmo tempo em que se produz softwares de controle do funcionário (espiões que buscam por funcionários que fazem tarefas não relacionadas ao seu trabalho) e muitas empresas compram estes sistemas e instalam em suas máquinas, para ter certeza que nenhum funcionário faça nada fora do que deve fazer. Não vou citar nomes dessas empresas, mas vocês devem conhecer alguém que trabalha em alguma.

Do outro lado temos empresas como a Google (entre muitas outras) que praticam um método de relacionamento com o empregado que funciona do modo oposto. Ao invés de vigiar o funcionário, dá a ele um lugar para trabalhar que é mais divertido que a sua própria casa, onde ele pode até jogar tênis ou fliperama dentro da empresa.

Meu texto é totalmente parcial. Sou contra escravizar o funcionário. Tudo bem que se paga pelo trabalho dele, mas e a saúde? É preciso espairecer de tempos em tempos para se manter uma saúde mental. É preciso praticar exercícios para se manter a saúde física.

Acredito que o bom funcionário é aquele que consegue dividir o tempo de diversão pessoal e realizar suas tarefas com um bom ritmo, semelhante à maioria dos outros empregados. O mal funcionário não vai se dar bem em nenhum dos dois casos.

Não estou incriminando a prática de vigiar o funcionário, é um mundo moderno, livre e cada um sabe o que faz. E cada um decide onde quer trabalhar.

Toda essa introdução gigantesca para comentar o novo sistema de relacionamento da Microsoft, o Aggreg8. Um portal onde se pode discutir assuntos relacionados a TI. É tipo o Orkut, só que para discutir sobre tecnologia, algoritmos, novidades do mundo de TI. Achei a idéia interessante, mas será que vai pegar?

Eu acho que vai depender das empresas, se a maior parte delas proibir o uso do Aggreg8, como fazem com o Gmail e o Orkut, o site não tem a mínima chance.

aggreg8.jpg

Produção

Nov 17
2006

Está em todos os jornais um discussão sobre o exagero de algumas modelos. A busca pelo corpo perfeito tem deturpado conceitos de beleza. Está em vários blogs e sites: o culto à magreza. Uma magreza exagerada, que provoca doenças e até a morte. Nestes sites tem receitas para deixar o corpo “em forma”.

Em todos os jornais de tv e rádio, só se fala nisso agora, o perigo que esta moda criou. O Photoshop é, de certa forma, um culpado. Ele cria pessoas perfeitas, mas irreais.

E quando a gente vê uma dessas pessoas (que estamos acostumados a ver produzidas, em fotos retocadas) no mundo real, levamos um grande susto:

sustomadonna.jpg
Madonna sem maquiagem, sem escova, saindo da aula de ginástica

madonnaabba.jpg
Madonna com maquiagem, com escova, saindo do salão de beleza

Mais retoque

Nov 09
2006

Trabalhando bastante, mente cansada, só consigo pensar em Photoshop, hehehe.

Ontem chegou um comentário no blog sobre o programa que é usado no filme da Dove. É uma dúvida geral, porém não existe confirmação sobre o assunto.

O programa de manipulação que foi usado no filme da Dove, definitivamente não é o Photoshop. Mas ninguém reconhece aquela interface também.

Então, na minha opinião, acho que o Photoshop foi usado, porém não foi possível mostrar a interface do programa por questões de royalties. Acho que a interface do programa no filme também foi “photoshopada”.

Pesquisei por toda a Internet e também só encontrei especulações e sugestões de técnicas. Eu acredito em boas seleções e muitos filtros, inclusive o Liquify.

Durante a pesquisa, achei este site, que faz retoques em fotografias e cobra a partir de U$ 75 por foto. Mas o trabalho é maravilhoso!

Yanick Déry Retouching

Um pouco do trabalho deles:

yanickdery.jpg