Quem trabalha como profissional liberal, free-lance ou possui uma empresa bem pequena sabe como é difícil lidar com a falta de pessoas para dividir idéias, conquistas, pedir opiniões ou simplesmente conversar sobre qualquer bobagem enquanto toma um cafezinho.
Nos Estados Unidos o pessoal criou ambiente de trabalho para dividir com outros profissionais da área. Cada um tem sua mesa, seu computador, mas dividem o espaço de trabalho e isso ajuda a remediar a falta de convívio com os colegas no dia-a-dia.
Essa reportagem fala exatamente sobre essa nova tendência:
http://www.agenciaginga.com.br/blog/?p=378
Espaços de trabalho alternativos para freelancers
Postado por Naomi Covacs em 03 Mar, 2007 | Mostrar similares
Palavras-chave: mercado, pesquisas, servicos
Acabei de ler uma nota muito interessante sobre o crescimento de espaços de trabalho em comum, para profissionais independentes que estão cansados de trabalhar em casa (contras: muito isolado, enervante, sem limites com a vida pessoal) e que não querem ficar trabalhando no café da esquina (contras: público demais, não ajuda em networking, roubo de laptop, preço alto do café).
Na foto acima, o espaço Hat Factory, em São Francisco, um ambiente de trabalho descontraído e independente, com as vantagens de um escritório tradicional.
Num estudo recente sobre o futuro de pequenas empresas, o Institute for the Future, de Silicon-Valley, determinou co-working como uma tendência a ser observada nesta próxima década (“The Face of Entrepreneurship“, BusinessWeek.com, 31/jan/07).
Apesar da idéia de repartir um local de trabalho não ser nova, muitos que têm usufruído desses novos espaços, identificados como co-working spaces, notam que o relacionamento social e networking têm mais peso do que simplesmente dividir os custos de um escritório.
Quando esses locais deslancharam, devido ao grande número de programadores e escritores que abraçaram a idéia, sua flexibilidade e baixo custo provou ser uma excelente alternativa para profissionais independentes e emergentes que não querem vínculos de longo-prazo (sociedade ou aluguel, por exemplo).
Pelo fato de funcionar de maneira similar a um modelo de academia, que não requer que cada membro fique em mesas específicas, co-working sai mais barato do que qualquer outro tipo de aluguel. Uma diária pode custar US$ 10, ou US$ 170 o mês com direito à todas as regalias que o espaço tem a oferecer: salas de reunião, café e chá, acesso ethernet e wi-fi, mesas de trabalho, ligações locais, geladeira dedicada, cozinha completa, projetores, audio-visual, salas de estar e de recreação, até um ocasional happy hour.
E, diferente das tradicionais incubadoras de empresas, co-working não é apenas para empreendedores com alto potencial de crescimento. O aumento da popularidade desses espaços, de Seattle a Copenhague, reflete o crescimento das “empresas de uma pessoa só”?, e também uma fluidez maior entre comunidades na vida real e virtual.
Sócio-fundador do Indoor Playground, Mark Dowds considera co-working uma abordagem liberal da incubação de empresas: “Nós criamos um ambiente – um espaço aberto onde pessoas podem se encontrar, colaborar e conceber grandes idéias. Vamos ver o que acontece.”?
PS: Eu não encontrei, por enquanto, algum espaço no Brasil que seja similar à proposta de co-working. Eu adoraria conhecer um, caso alguém saiba, deixe nos comentários.
Links:
- BusinessWeek.com – Where the Coffee Shops Meet the Cubicle, por Kerry Miller, inclui um slideshow bacana de espaços no Canada e EUA.
- Wiki de co-working spaces
- Coworking group no google groups.
Fonte: Boing-Boing
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