O dia do último porre
2009
O que me afastou um pouco do meu blog de tecnologia foi um novo negócio que conheci. Falarei sobre isto mais além.
Nestes últimos 2 a 3 anos da minha vida eu aprendi muito. O dia 10/12/2006 foi um marco na minha vida. Foi quando eu acordei de ressaca e decidi que aquele seria o último porre da minha vida e dali em diante eu seria mais responsável e cuidaria do meu futuro e do futuro da família que eu ainda viria a constituir.
Eu sempre fui muito dedicada e muito sucedida em tudo que fiz, mas gastei quase tudo em festas e bebidas e em remédios para curar as doenças do stress de trabalhar demais.
Naquele dia eu acordei. Tinha quase 29 anos e nada construído. Meu namorado, que era companheiro das aventuras, acordou na mesma época. Um pouco antes, para falar a verdade.
Deixamos a vida de festas para trás. Os amigos estranharam no início, pois desaparecemos do nosso círculo social, mas hoje já se acostumaram com nossas novas personalidades.
Um amigo disse que ficamos velhos. Se responsabilidade está relacionada com idade, então sim, ficamos velhos. E já foi tarde.
Nós mudamos tanto que nossos objetivos e sonhos também mudaram. Nosso sonho há 6 anos era morar na Cidade Baixa, o bairro boêmio de Porto Alegre. Hoje nosso sonho é morar no Canadá e praticar toda a educação e honestidade que nossos pais nos ensinaram.
Nós dizíamos que nunca nos casaríamos. Nos casamos dia 16 de agosto de 2008. E aprendemos a não dizer nunca.
Quando nos mudamos para o nosso apartamento, começamos a trabalhar com uma dedicação ainda maior. Adquiri a experiência que precisava em uma empresa que hoje já não existe mais, e troquei de área. Eu era web designer e hoje sou web developer. Ao final de dois anos, nos quais me preparava para a troca, passei a receber o dobro. O bolso agradece.
O meu marido também mudou de emprego e passou a trabalhar com uma dedicação invejável e em pouco tempo conquistou um reconhecimento dentro da empresa que só nos trouxe benefícios.
Dobramos a nossa renda mensal e deixamos de morar na casa da minha avó e fomos morar em um ótimo apartamento alugado. Nada de dar passo maior do que as pernas. Ainda não é hora de comprar.
E com este pensamento “pé no chão”, mesmo com nosso aumento no padrão de vida, passamos a nos preocupar com a nossa aposentadoria.
Plantar hoje para colher amanhã.
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