Eu tenho um problema de saúde. Não vou morrer por causa disso, mas é incômodo e está relacionado com uma doença que tive quando criança e piora com o nível de stress.
É por isso que eu sumo de vez em quando. Quando eu tenho crises, não consigo lidar muito bem com o tempo que tenho. Final de semana, depois de duas semanas intensas, com aulas e projetos para as aulas nos três turnos, eu tive que ficar em casa só atirada para me recuperar.
O médico já me disse várias vezes que eu não posso continuar nesse ritmo, mas como parar de trabalhar? Ou como trabalhar menos? É difícil, ainda mais quando você recebe por hora trabalhada.
Coloquei diversos assuntos para publicar depois. Vamos ver o quanto eu consigo produzir!
“Laura, existem dois tipos de pessoas no mundo: as que pagam juros e as que recebem juros.”
Esta frase caiu com um peso enorme nos meus planos. Fez simplesmente todo o sentido do mundo e eu finalmente entendi o que eu iria precisar.
Claro que depois disso eu não comprei o carro. Eu não tinha o valor inteiro do carro para comprar à vista. Eu não iria entrar em um financiamento. Iria juntar dinheiro e comprar à vista. Isso aconteceu uns três meses antes do dia da decisão, do dia que mudou minha vida.
As coisas não saíram exatamente como o planejado, e por uma necessidade de segurança, acabamos trocando o carro, um ano depois, antes de ter o total. Recebemos ajuda dos meus sogros e conseguimos trocar de carro sem grandes dívidas com o banco. Nada de luxo, um carro para duas pessoas, um veículo que cumprisse com a tarefa de nos deslocar para o trabalho, a alavanca do nosso sucesso.
Nessa época ainda morávamos na casa da minha avó e de lá qualquer coisa é longe e não havia muitas opções de ônibus. O transporte público na minha cidade só funciona de uma forma relativamente decente perto do centro. Quem mora longe geralmente sofre muito. Gastamos litros em gasolina para que pudéssemos manter nossos trabalhos. Isso foi em 2007.
Em 2007 passamos um ano de batalha. Seguindo conselhos de amigos e de autores famosos, tudo o que entrava era destinado a um investimento. Escolhemos investir na bolsa de valores e tudo ia muito bem.
Em 2007 nosso carro foi arrombado 4 vezes. QUATRO vezes! E se uma dessas vezes a gente estivesse perto, ou dentro do carro? Estas histórias começaram a aumentar e hoje em dia quem não foi assaltado ou teve pertences furtados ou carros e imóveis arrobados é que é a exceção. Começamos a nos preocupar ainda mais com a nossa segurança. E quando tivéssemos nossos filhos? Se hoje já é ruim e perigoso, imagina daqui a vinte anos?
Foi com este pensamento, nada romântico, que decidimos nos casar. Percebemos a necessidade da oficialização da nossa união para fins de segurança. Já vivíamos como casados, mas faríamos um casamento oficial para juntar as trouxinhas e dar o fora daqui. Escolhemos o Canadá como o lugar da nossa nova casa. E traçamos um plano, um longo plano.
“Uma das calamidades da vida é sonhar apenas quando estivermos dormindo. O homem mais pobre não é o homem sem dinheiro: é o homem sem sonhos. ”
(Max L. Forman)
A preocupação com a aposentadoria começou a crescer. Ouvimos de alguns amigos dicas sobre sucesso. Nos apresentaram livros que a princípio cheiravam a auto-ajuda. Mas e de repente pensamos: qual o problema em querer se ajudar?
Começamos a ler a bibliografia sugerida e começamos a ouvir audio books sobre investimentos e finanças.
O que descobrimos foi que nós não tivemos educação financeira adequada. Não é exatamente culpa dos nossos pais, pois eles também não receberam educação financeira. O buraco é bem mais embaixo, culpa de uma sociedade católica que idolatra a pobreza e não o sucesso pessoal. Bem diferente da cultura americana, por exemplo. Nossos pais conquistaram o que ele têm hoje com muito esforço e sempre pagando tudo em muitas parcelas. Conquistas sem dúvidas, mas a que custo? Ao custo de juros muito altos.
Há um certo tempo eu quis comprar um carro. Fui pedir auxílio para um senhor para o qual eu já trabalhei, que possui grande conhecimento em bolsa de valores e investimentos. Ele disse uma frase que marcou o início de uma mudança de pensamento e comportamento.
“Laura, existem dois tipos de pessoas no mundo: as que pagam juros e as que recebem juros.”
O que me afastou um pouco do meu blog de tecnologia foi um novo negócio que conheci. Falarei sobre isto mais além.
Nestes últimos 2 a 3 anos da minha vida eu aprendi muito. O dia 10/12/2006 foi um marco na minha vida. Foi quando eu acordei de ressaca e decidi que aquele seria o último porre da minha vida e dali em diante eu seria mais responsável e cuidaria do meu futuro e do futuro da família que eu ainda viria a constituir.
Eu sempre fui muito dedicada e muito sucedida em tudo que fiz, mas gastei quase tudo em festas e bebidas e em remédios para curar as doenças do stress de trabalhar demais.
Naquele dia eu acordei. Tinha quase 29 anos e nada construído. Meu namorado, que era companheiro das aventuras, acordou na mesma época. Um pouco antes, para falar a verdade.
Deixamos a vida de festas para trás. Os amigos estranharam no início, pois desaparecemos do nosso círculo social, mas hoje já se acostumaram com nossas novas personalidades.
Um amigo disse que ficamos velhos. Se responsabilidade está relacionada com idade, então sim, ficamos velhos. E já foi tarde.
Nós mudamos tanto que nossos objetivos e sonhos também mudaram. Nosso sonho há 6 anos era morar na Cidade Baixa, o bairro boêmio de Porto Alegre. Hoje nosso sonho é morar no Canadá e praticar toda a educação e honestidade que nossos pais nos ensinaram.
Nós dizíamos que nunca nos casaríamos. Nos casamos dia 16 de agosto de 2008. E aprendemos a não dizer nunca.
Quando nos mudamos para o nosso apartamento, começamos a trabalhar com uma dedicação ainda maior. Adquiri a experiência que precisava em uma empresa que hoje já não existe mais, e troquei de área. Eu era web designer e hoje sou web developer. Ao final de dois anos, nos quais me preparava para a troca, passei a receber o dobro. O bolso agradece.
O meu marido também mudou de emprego e passou a trabalhar com uma dedicação invejável e em pouco tempo conquistou um reconhecimento dentro da empresa que só nos trouxe benefícios.
Dobramos a nossa renda mensal e deixamos de morar na casa da minha avó e fomos morar em um ótimo apartamento alugado. Nada de dar passo maior do que as pernas. Ainda não é hora de comprar.
E com este pensamento “pé no chão”, mesmo com nosso aumento no padrão de vida, passamos a nos preocupar com a nossa aposentadoria.
Infelizmente não existem mais condições de participar da rede social que já foi a rede mais legal de todas. Peguei todos os contatos e dei tchau. Quem tem meu e-mail, pode me contactar diretamente.
Para quem não tem meu e-mail, a opção agora é pelo formulário de contato. Eu não tenho mais usados messengers também, tiram toda a minha atenção e eu trabalho em casa e não posso me dar a esse luxo.
Tá lá no meu orkut, a minha definição, eu sempre trabalho demais, mas amo fazer isso. Se eu não trabalhar demais eu não posso ser feliz. Eu gosto disso, eu gosto de ser útil e me sentir útil, eu gosto de ver os olhos das pessoas felizes com o que eu produzi ou com o que eu ensinei. Eu também preciso ser mimada e me sentir especial.
E eu consigo isso diversas vezes. É muito bom.
Agora eu consegui mais uma conquista, vou contribuir com o caderno ZH Digital da Zero Hora como conselheira.
Parafraseando aquela mega corporação de restaurantes de fast-food, amo muito tudo isso!
Não é fácil lidar com a vida, pior ainda com a morte. Uma amiga faleceu sexta-feira passada. O ânimo para trabalhar se esvai em segundos e demora dias para voltar.
Estou atrasada em todos os projetos.
Enquanto a novidade não chega, deixo dois links muito interessantes:
Biblioteca do SEBRAE
A Biblioteca On-Line do SEBRAE é um espaço aberto à construção e compartilhamento do conhecimento, que visa contribuir para o contínuo aprendizado do empreendedorismo, auxiliando o desenvolvimento e o fortalecimento dos pequenos negócios.
Calculadora do Imposto
A Calculadora do Imposto faz parte de uma campanha de esclarecimento que tem como objetivo conscientizar os brasileiros da carga de impostos que incide sobre cada cidadão, mobilizando a sociedade na luta por uma maior transparência tributária. ACSP (Associação Comercial de São Paulo).
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